Presidente do CFM fala sobre tratamento precoce e afirma que o melhor profissional para debater sobre o assunto é o médico

Em entrevista a Rádio Jovem Pan News, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Dr. Mauro Ribeiro, foi categórico ao dizer como a mídia e outras entidades médicas têm dividido equivocadamente a opinião da população brasileira quando o assunto é o tratamento precoce da covid-19.

Para o presidente do CFM, que é a maior entidade médica brasileira e que possui atribuições constitucionais de fiscalização e normatização da prática médica, não existe na literatura a posição de que o tratamento precoce não tem efeito na covid-19 na fase inicial. “Existem trabalhos que mostram (o benefício) do uso essas medicações na fase inicial”, pontua. Por outro lado, existem trabalhos que não apresentaram benefícios com o uso de medicações sugeridas no tratamento precoce, afirmou Dr. Mauro Ribeiro.

Diante deste paralelo, a postura do CFM é de deixar que essa decisão seja tomada pelo médico, junto ao seu paciente, em seu consultório.

“Vamos deixar para o médico brasileiro, no caso concreto, junto com o paciente, dentro do consultório, definir qual o tipo de tratamento que ele vai estabelecer para o paciente, no caso concreto, levando em conta todas as variáveis que existem de caso a caso. E nós não conseguimos entender como essa postura do CFM é tratada por parte da imprensa como uma postura covarde. Nós respeitamos o médico brasileiro. O médico brasileiro não precisa de tutor. O médico brasileiro sabe como tratar covid e nós não estamos falando de política. Nós estamos falando do médico brasileiro lá na ponta, junto ao paciente, dentro do consultório. É esse profissional que tem que saber o que ele tem de fazer e o que é melhor para o paciente frente a uma doença que é desconhecida. Sabe-se muito pouco em relação a essa doença”, afirmou.

Confira a entrevista do presidente do CFM na íntegra.

Ação da ivermectina

Um dos medicamentos sugeridos no tratamento precoce é a ivermectina. A doutora Lucy Kerr, em seu canal no YouTube, fala sobre como este medicamento atua no organismo frente ao covid-19.

“Ela é a única que atua em todas as fases do covid-19. Ela atua preventivamente impedindo que 77 a 95% dos pacientes adquiram a doença se eles fizerem uso da medicação profilaticamente (…) uma manifestação extremamente branda em relação a aqueles outros 5 a 13% que adquirirem a doença enquanto usando a medicação profilaticamente”, afirmou.

Outro ponto de atuação do medicamento, segundo a doutora, é na segunda fase, de intensa replicação viral que ocorre cinco dias antes dos primeiros sintomas – o período de incubação mínimo de cinco dias -, e, ainda, na fase do tratamento precoce.

A ivermectina atua “bloqueando todas as fases da infecção celular e da produção de proteínas virais tóxicas, facilitando a rápida recuperação do paciente. Nesta fase de intensa replicação viral, o vírus necessita se acoplar ao receptor da enzima conversora da angiotensina 2, que é a porta de entrada para o vírus dentro da célula. Neste momento, quando você administra a ivermectina ela faz um processo de atracamento. Como se fosse um barco nesse receptor, impedindo que o vírus entre dentro da célula. Se por acaso ele tiver entrado dentro da célula, ela vai bloquear ainda uma segunda etapa que é o transporte daquelas proteínas virais para dentro do núcleo completando a formação do vírus, permitindo que ele infecte outras células”, explicou.

Confira

Em um terceiro momento, Lucy Kerr relata que se por ventura o vírus já tiver replicado, o medicamento atua inibindo todas as proteínas virais muito tóxicas, “inclusive que detonam a imunidade porque ela consegue, segundo estudos, inibir 52 dessas proteínas, inclusive a PLpro, CLpro e a SUT. E ela atua ainda na terceira fase, a inflamatória, quando já não existe mais a replicação viral. Mas lembrem-se que ficaram cadáveres de vírus espalhados pelo nosso organismo. E aquelas proteínas tóxicas são intensamente inflamatórias e, como nós dissemos, nesta fase ela atua de duas formas: uma, inibindo a ação tóxica das proteínas no organismo e detonadoras da imunidade. E ainda inibe pela ação anti-inflamatória, que é maravilhosa dessa droga. E ela ainda atua numa quarta fase, que seria o pós-covid, tratando a síndrome pós-covid e impedindo que ela se instale”, afirmou.

Foto de destaque: Geraldo Magela – Agência Senado

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