Betim e Contagem anunciam aumento salarial na Educação; maioria continua abaixo do piso nacional

As prefeituras de Betim e Contagem têm feito grandes esforços para reforçar os salários dos seus servidores. No caso da Educação, as cidades divulgaram recomposições de formas distintas. Em Contagem, com aumentos válidos para maio e junho. Em Betim, válido a partir do salário de junho. O piso nacional, divulgado em fevereiro pelo Ministério da Educação (R$ 3.845,63), só será possível aos professores da educação infantil betinense.

Dia 10 último, a Prefeitura de Contagem informou sobre o envio de projeto para a Câmara Municipal com aumento salarial de 24,38% para os profissionais da Educação (magistério e administrativo), saindo dos atuais R$ 2.390,23 para R$ 2.972,97.

Em maio, especificamente no Dia do(a) Trabalhador(a) (1º), um novo acréscimo de 11% será contabilizado – este, para todos os servidores. De acordo com o Poder Executivo contagense, em maio (pagamento em junho), os profissionais da Educação passarão a ter um salário de R$ 3.300,00 – o maior da região metropolitana.

Betim

Em Betim, o reajuste de 11%, anunciado nesta segunda-feira, 14, valerá para todos a partir de maio, também com pagamento em junho. O acréscimo engloba efetivos e comissionados. No caso da Educação, em proposta apresentada ao Sindicato Único dos Trabalhadores do município, os acréscimos são maiores que a vizinha. Mesmo assim, o resultado final ainda será inferior.

No frigir dos ovos, as categorias PM1, PM2, PM3 e pedagogos terão vencimentos semelhantes: R$ 3.215,62. O que difere, contudo, são os percentuais de aumento: 61,4%, 43,4% e 25,2%. O projeto também foi encaminhado para análise da Casa Legislativa.

Reconhecimento

Tanto a prefeita de Contagem quanto o prefeito de Betim falaram sobre a importância da valorização da Educação.

“O meu compromisso está sendo cumprido: valorizar a educação. Sem dúvida este piso que vamos pagar para nossos educadores e educadoras será o maior piso da região metropolitana, e um dos maiores do Estado”, afirmou a prefeita Marília Campos.

Vittorio Medioli, por sua vez, informou que no momento que o governo federal permitiu melhorar o repasse para a rede conveniada, por meio do Fundeb, a prefeitura passou a ter condições legais de garantir essa melhoria à categoria.

“Com isso, foi reconstituída a fórmula que poderia ser adotada e sugerimos um novo piso salarial para o educador infantil, no valor de R$ 2.750,00, e para os coordenadores pedagógicos e administrativos no valor de R$3.050,00. Foi um aumento de mais de 60% na remuneração desses profissionais. Todo servidor tem direito e merece um reajuste salarial, e, com o aumento do repasse do Fundeb, foi possível alcançar esses valores para a Educação”, disse o prefeito.

Piso Nacional

Em fevereiro, o ministro da Educação Milton Ribeiro assinou, juntamente com o presidente Bolsonaro, a Portaria que estabelece o novo valor do Piso Salarial Profissional Nacional para os Profissionais do Magistério Público da Educação Básica (PSPN).

“Decidimos pelos 33% que é uma maneira que temos para valorizar os 1,7 milhão de professores do ensino básico no Brasil, que de forma direta estão envolvidos com 38 milhões de alunos, mais uma realização entre tantas.” destacou o presidente.

Fato

A realidade, se analisado o valor do piso nacional estabelecido e os reajustes aplicados nas cidades, deixou uma dúvida no ar: o presidente deu um passo maior que a perna ao conceder um acréscimo de 33% diante da capacidade de os municípios arcarem com esse aumento?

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